quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Aqueles.




Aquela roupa. Aquele perfume. Aquele jeito pseudo-tímido. Aquele sorriso, e aquele olhar por trás de uma distração qualquer. Aquele banco, aquela praça, aquele bosque, aquelas vidas. São tantas coisas pra viver, tantas almas pra encontrar, tantas questão pra colocar, perguntas pra esquecer, dívidas pra pagar, e vem logo você pra mim. Porque?
Aquele dia, aquela hora, aquele lugar. Aquela "guria", aquele "guri", aquele beijo. Aqueles risos, aqueles beijos, aqueles abraços. Alguns versos perdidos por aí, ninguém confiava muito nisso até uns anos atrás. As coisas vão mudando, e vão se permitindo. As portas vão se abrindo, os anéis se colocando, a família se formando.
Os sonhos vão se indo, nem sempre se perdendo, tão pouco acumulando. Só que a vida é isso aí. Nem tudo é como a gente gosta que seja. Mas tudo aconteça na hora certa, as vezes por um erro do destino, de as vezes se importar com a gente numa hora que a gente já não sabe se quer, ou se nem quer mais saber.
Uma coisa é rara hoje em dia, é a sinceridade. E ele assumia a responsabilidade de viver acima disso.
O mal do mundo, é achar que ninguém é tão bom quanto ele. Há sempre um erro grave dentro do mesmo.
Há complicações e decisões pautáveis a serem tomadas. Há sonhos e sonhos perdidos por aí, porque ninguém tomou a frente para ir por trás e trazer a tona. As pessoas se esquecem do que querem, mas ele nunca esqueceu daquele dia, daquela roupa, daqueles olhos, daquele sorriso metálico. Ela não se esqueceu das besteiras, das bobagens, da união desunida.
A barba cresceu, o cabelo também, algo mudou, mas deixou a essência que jamais há de mudar. As coisas sempre tem um jeito raro de brincar com a gente né?! As situações e circunstâncias simplesmente acontecem na hora definida de acontecer e a gente nunca sabe porque.
Aqueles versos mudos, aquele silêncio, aquele grito, aquele gemido ecoando dentro da alma, seria algo chamando. Era. Era a alma dela, o chamando de volta, o chamando a vida.
Dizem que a gente só vive de verdade quando ama não é?! Capaz.
Ele só sabe que hoje já não sabe de mais nada. Que a vida dele não é uma vida comum. A complexidade tomou conta quando ela reapareceu e o fez pensar como seria bom, ele estar de volta num lar, perto daquele lar.
Aquela casa, aquele quarto, aquela cama, poderiam mais representar, mas a vida nunca é fácil. É tão mais fácil se lembrar. Ele só não queria se perder por jamais retornar. Mas ele voltara a viver, voltara a amar.

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