
Por hoje seria só uma brisa noturna esfriando a minha face enquanto minha mente não cansava-se de não se cansar, ao casar-se com teu nome, tumultuando o meu pensar.
Minha noção de realidade se vai, enquanto você fica por aí, sem precisar de mim. Não seria um conto muito perfeito se eu terminasse longe de você. Não seria uma fábula maravilhosa se eu realmente ficasse perto de você? Mas a criatividade me tira os pés do chão enquanto minha alma vagueia cuidadosamente sobre seu semblante, guardado dentro da memória. Memórias que a mente insiste em guardar, pra me fazer chorar, me fazer lembrar, que hoje, a saída não está na cura, e sim nos milhares de pedaços em que você deixou. A gente ama pra sentir, ama pra viver. A gente chega até morrer de amor. Mas a gente morre quando não há mais amor, pra se viver, pra se sentir, pra se amar.
A gente sempre vai sofrer, sofre por querer, porque ninguém obriga a sofrer. Mas a gente sofre por amar a dor da cura. A cura é a alma que vai perseguindo o infinito até achar um rosto conhecido, um canto proibido, um conto escondido, e umas latas pra chutar.
É sombrio o quanto a gente pode chegar. Mas é encarando de frente toda essa dor, essa angústia de pensar, em não rever o seu sorriso, ou aquela velha lágrima carregada de estiramento mútuo de sentimento batido dentro de um copo de tequila. Dance garota, dance pra mandar embora toda a impureza amarga que tem dentro de você, que tem dentro desse ser, que sente que toda manhã vazia, sempre vai lembrar de tentar esquecer quem a mente ousa imaginar que nunca lá vai estar.
Será que você consegue perceber que no final do horizonte não existe o pote de ouro e nem duendes que possam te fazer sorrir, nem por algum instante? Será que é tão duro imaginar essa vida pacata tão distante, almejando algo além do que o imaginável? Será que o cubo mágico de sua alma se atordoou ao resolver-se por si só?
A gente chora pra sorrir, sofre por amar, e ama por querer mudar.
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