Sou infinitamente mutável. Infinitamente amável. Infinitamente dolorido com os sentimentos plausíveis, acerca de que, um dia, determinante dia, eu possa me curar de toda dor de solidão. Dói ver que não estás mais aqui, e ver que o lugar tomado foi deixado, alugado e desprezado por um outro solene alguém. As vezes machuca pensar que vagueando por aí, minha alma se encontre com a sua, e as doutrinas ouvidas como criança, não valeram de nada, pois não há regras para se amar.
O mundo vivendo da forma que vive, é capaz de me acusar de ter perdido você. Mas quem é que pode me julgar de não tentar persistir em permanecer vivo e finito? Quem é que pode me salvar do meio das sombras do meu interior?
A cada dia que passa eu me exorcizo de mim mesmo. Meu maior inimigo sou eu. Sou rei da minha própria auto-destruição. E o pior é que eu sinto vontade de vingar, a mim mesmo.
É uma confusão, o qual o tamanho não é exuberante. Não faz falta um lugar onde se possa acordar, faz falta o alguém pra acordar ao lado, e dizer coisas que me façam respirar. Faz falta um travesseiro com teu cheiro. Uma roupa suja jogada no chão. Um copo vazio ao lado da cama e um violão, é tudo que eu sempre tenho. Não você.
A perda mútua é realizada baseando-se no acaso do erro. Oh, quem me dera não acreditar nesse cemitério de infinitas intenções, boas intenções.
Embora meu conceito não mude, espero que haja um lugar onde possa me deitar e me deixar. Viver pra procrastinar. Sentir a água do mar e a brisa do ar. Enquanto posso pensar, não posso mais achar.
O viver é evidenciado por meios evidentes de incoerência. Eu não sei lidar.