O que eu já quero, talvez não seja o que quero mais. A renúncia é vigor de uma escolha. Escolha significa caminhos. Caminhos significa passos. Passos significa que você está a andar. Algumas vezes nem eu saí do lugar.
Não quero me perder sem saber onde me achar. Não quero escusar de não poder me alegrar. Não quero saber se poderei me ver onde eu talvez deveria estar.
O teto é um arem onde se encontra nossos mais profundos pensamentos e visões, de onde lembramos e sofremos com a saudade e nostalgia.
Relembrar que se pode encarar um lugar, onde ninguém conseguiu estar. Se mentalizar e tentar conscientizar sobre o que nos faz pensar, é uma saída para se chegar a um lugar.
No vazio que me resta, basta apenas um adeus, onde não se pode ver mais lágrimas nem sorrisos, alegrias nem tristezas, dores nem angústias, vida e nem a morte.
Um cubo a ser restaurado, uma pitágora a ser montada, um desafio a ser concluído, é a minha vida. O mistério a ser rasgado, a venda a ser desvendada. O invento a ser inventado, a bicicleta sem conserto, o pedal quebrado, o arroz queimado, tudo que já não é mais útil é o acúmulo em mim.
A junção disto tudo talvez seja um drama, ou um desabafo. Vise como quiser. Saiba que o buraco no meu peito já não sai gotas de sangue, apenas passa uma brisa de vez em quando, ou uns corajosos tentando tampar com a peneira tudo que já não tem aqui.
E onde se vai encontrar a saída? Talvez numa banheira com água e um pouco de eletricidade. Ou numa fé cega onde possamos ser manipulados por outro alguém, e fingir ser santo e feliz a vida inteira.
Não acreditem em mim, nem em vocês. Não acreditem em nada daquilo que não lhe faz bem. Pois a saída se encontra na reversão da chegada, onde nem todos conseguem retroceder e se fazerem melhor.
Enquanto uns fingem outros vivem.