E se parar de chover e não estiver ninguém? E se o grito da garganta não for ecoado até você ser escutado? E quantos "e se" você já não otimizou-os como certeza?
E se alguém não te conhece, e te julgar? As perguntas são mutuas, e só tendem a continuar. E enquanto for sussurrado, no peito, não há como parar de pensar.
É um detalhe que a gente perde a potência de importabilizar ele, de modo que seja seguro até nós mesmo. E não adianta tentar mudar a minha forma de pensar, porque eu vejo tudo que pra trás deixou. Não tem como não se arrepender de algo que não dá pra se arrepender.
Não me sinto bem, quando o passado vem a tona. Quando um dedo é apontado. Afinal, quem se sente?
A dor que você tem, quando cai, e se machuca, se corta, e sangra, é muito menor do que aquela que você consiste em ter todos os dias antes de dormir.
O travesseiro já foi meu consolo, enquanto não tive uma mão pra me sustentar, mas não culpo ninguém. Ninguém é responsável pelo o que eu passo além de mim. Fez falta? Mas é claro, mas quem vai te julgar lá na frente por aprender a ser responsável por você sem dependências?
Todo mundo precisa de alguém? Talvez. É complicado depender de alguém, e precisar é quase um consoante a este verbo. Mas quem sabe, o segredo da vida real, são as pessoas reais. Aquelas sem máscaras. que dão um pouco de sangue por você. Que as vezes fogem, as vezes aparecem, mas nunca deixam de estar ali.
Mas é complicado estar deste lado, a expressar expressões inexpressionáveis.
É duro você deitar a cabeça no travesseiro antes de dormir e não pensar em nada. Mas no final da noite, só nós sabemos o que realmente nós somos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário