Era 11:43 da manhã. Eu subia a rua normalmente como de rotina, com fones de ouvido pra não escutar o barulho da minha mente, até que quando chego ao meu destino, me sento e começo a observar as pessoas a minha volta.
Me deparo , logo a minha frente, em um casal. Hoje estava frio, e ele usava uma blusa azul muito bonita e ela tinha cabelos longos, com corpo quase de uma modelo. Eles sim eram lindos, o jeito que ele olhava pra ela dava pra ver nitidamente que a amava, e o jeito que ela acariciava seu rosto e logo depois o beijava devagar, era totalmente recíproco. Eu olhava e desviava, olhava e começava a pensar, porque eu nunca tive isso? Qual será o meu problema? Se eu sempre tentei me encaixar no padrão, se sou culta até demais, e saberia desvendar cada jeito seu. Talvez eu não mereça.
Por tudo que eu já fiz, hoje vejo que estou pagando por cada erro meu. E não sei porque reclamo, se tudo que eu sempre quis, era ficar sozinha. Eu consigo lidar melhor comigo na solidão. Pessoas não sabem me entender, não sabem como falar comigo.
Mas sabe o que é sentir falta? Sentir falta de um carinho, de olhar nos olhos e ter aquela mão pra tirar o cabelo do seu rosto, de dividir sua música favorita, de pegar o violão e cantar sorrindo, porque sabe que no final do dia aquela pessoa irá vir pra te dizer que te ama e que vai cuidar de você.
Eu sinto falta.
E a minha solidão é desesperadora, ela me afoga, pra depois me tirar do mar quase morta, pra me fazer viver com pouco ar. É um suicídio mental.
As vezes acho, que o problema é que eu não paro de pensar, não paro de me desesperar e pensar no meu passado, não paro de me culpar. Mas eu sei que nunca vou conseguir me livrar de cada erro que cometi. Isso é o que me faz crescer. Me fez crescer.
E mesmo que as vezes a lágrima caia, o desejo de sair me venha, eu sei que existe alguém ainda esperando por mim. E quando acontecer, tudo isso vai passar. E o brilho que um dia foi roubado, vai ser devolvido pra iluminar o nosso caminho juntos. Nada que vale a pena vem fácil, e o caminho é longo. Só depende de você, saber esperar.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Escrever, ver.

Hoje comecei o dia observando como as coisas acontecem ao meu redor. Observei a rotina que levo, os passos que dou nos lugares que vou, as pessoas que passam ao meu lado, os fatos que acontecem do outro lado da calçada e eu apenas olhando e tentando retirar algum detalhe. Ando fazendo isso muitas vezes desde que te conheci. Olho tudo, penso e olho de novo e nada, nada mesmo parece ter sentido.
Semanas atrás vi um garotinho de 5 anos no shopping perdido, fiquei observando sua reação de medo e gritando por sua mãe várias e várias vezes sem resposta, até que um mais velho chega e o ajuda levando até o balcão de informações. Passam-se alguns minutos e ouço pelos alto falantes que ele estava lá a espera de sua mãe. Então corri até lá para ver o que havia de acontecer e vi uma senhora chegar desesperada a abraçar o garotinho. Seria a mãe dele talvez, ou apenas algum parente, pois tudo o que aquele garotinho dizia após ver aquela senhora era que queria tomar um sorvete. Então comecei a imaginar, como seria a vida daquele garotinho, será que ele nasceu de um acidente ou foi adotado? Será que os pais ainda moram juntos? Será que é feliz? E se um dia quando crescer, irá lembrar que se perdeu no shopping? São perguntas sem sentido nenhum para mim, até que não tenho nada a ver com a vida dele e nem o conheço. Mas é o que costumo fazer com a sua ausência. Observar, reparar os detalhes e escrever.
Escrever pra mim é um remédio para todos os pensamentos e perguntas sem resposta que tenho, é a calma que ninguém pode me dar, sou eu em letras, pontos e parágrafos. Escrever é a cura da minha loucura. E pra mim nem isso faz sentido, as vezes escrevo sobre amor, sobre tristezas, solidão ou até conto fatos que já aconteceram comigo. Mas pra quê? Se o papel fica velho, o grafite some, e tudo vira pó.
Poderia falar das cartas salvas que tenho em meu computador, mas relendo-as vejo que são inúteis, pois são sentimentos passados e páginas de um livro velho que ninguém mais gosta de ler. Escrever virou um ato frio e chulo nesse mundo onde as pessoas valorizam mais um objeto folheado a ouro, do que um simples eu te amo debaixo de uma chuva.
Mas além disso tudo, eu não paro. Continuo a te escrever, escrevo sempre que posso, pois escrever pra você é a única coisa que eu posso continuar fazendo para deixar minha marca em ti.
Você escreve, eu escrevo. Assim eu te conheço, você me conhece. E nas nossas rimas nos juntamos, em cada linha nos apaixonamos, e por fim nunca paramos de amar esse tal ato que é escrever.
Seja por você, ou por qualquer outra coisa.
Aquela que gosta de fazer textos sem nenhum sentido, Mariana Chaves.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Ao vento.
E se der pra ficar, tem que ficar! Tantos rios, e águas, que deságuam no mesmo mar. Tantas fontes de vida, tantas uniões, tantos amores, tantos perdidos, tantos achados, tanta procura, tanta desordem, tanta imaginação, tanta falsa moralidade, tanta coisa... Ah! É no meio da confusão que a gente se funde, e sabe qual é nosso verdadeiro "eu".
Tantas palavras, tantos versos, tantas histórias pra contar, e será que poderia ser eu a dizer que tenho algo bom a ser dito? Será que a minha vida é maior do que a própria procrastinação acerca da minha ida?
Será que esses copos vazios, com cheiro de álcool barato, não irão nunca sair da minha vista? Será que eu posso ficar bem, sem saber o sabor do mal?
Tantas questões, e consoante a isso, vem as maldições. É isso mesmo. Não adianta correr, tentar mudar, tentar viver, e amar, se você não aprender a sofrer, e se amargurar na própria dor e companhia da solidão. As vezes ela te abraça com tanto amor, que seria ela a única companheira. Quem sabe eu ainda sou um guri tão moço, que chego a ser um velho chato, e rabugento.
A vida não dá tréguas, não me deixa ir em paz. Custa ouvir todas essas vozes na minha cabeça, pedindo mais de mim, sem saber de onde posso tirar. É menos com mais, e é mais com menos. Não, não é matemática. É apenas uma conta feita por nós, que somos diferentes. Não queria ser notado por esses pontos evidentes de alguém que tem problema em acreditar que a vida pode passar e a gente ficar, mas existe um lado ereditário em todas as histórias... Nunca contam isso, nunca nos dizem a verdade, mas é isso mesmo, o final feliz não é tão final assim. A gente precisa soar pra sermos quem somos. Evidente que o mundo não facilitaria tamanha expressão, sendo ele imenso e você, um ponto pseudo-nulo.
Quem seria eu, senão eu? Talvez meu eu necessite de um outro eu, o qual eu não possa alcançar por causa dessa deveras distância de mim mesmo. Encontro-me perdido e achado dentro do meu ser, minha alma perambula pelo universo, sem qualquer limite e pretenção. Queria fugir, sair por aí. Mudar de nome, de vida. Ir pra Austrália, falar meu inglês barato, e me chamar apenas "John", apenas mais um nesse universo interessante.
Será que a dádiva final é o amor? Não sei, não acredito em fadas.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Minha musica, minha vida.
Pra quem nunca escutou minhas musicas, tá aí uma oportunidade. Me ajudem a subir nesse ramo que é extremamente difícil. Me ajudem visualizando minhas canções o qual eu gravo todos os intrumentos, e canto todas as vozes. Gostaria realmente que vocês, que acompanham o blog Transbordando o Conhecimento de Ser Estúpido, me ajudassem, pois são canções interligadas com os textos que aqui escrevo. Obrigado a todos, e aqui está o link.
www.soundcloud.com/nevesoi
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