terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ao vento.



E se der pra ficar, tem que ficar! Tantos rios, e águas, que deságuam no mesmo mar. Tantas fontes de vida, tantas uniões, tantos amores, tantos perdidos, tantos achados, tanta procura, tanta desordem, tanta imaginação, tanta falsa moralidade, tanta coisa... Ah! É no meio da confusão que a gente se funde, e sabe qual é nosso verdadeiro "eu".
Tantas palavras, tantos versos, tantas histórias pra contar, e será que poderia ser eu a dizer que tenho algo bom a ser dito? Será que a minha vida é maior do que a própria procrastinação acerca da minha ida?
Será que esses copos vazios, com cheiro de álcool barato, não irão nunca sair da minha vista? Será que eu posso ficar bem, sem saber o sabor do mal?
Tantas questões, e consoante a isso, vem as maldições. É isso mesmo. Não adianta correr, tentar mudar, tentar viver, e amar, se você não aprender a sofrer, e se amargurar na própria dor e companhia da solidão. As vezes ela te abraça com tanto amor, que seria ela a única companheira. Quem sabe eu ainda sou um guri tão moço, que chego a ser um velho chato, e rabugento.
A vida não dá tréguas, não me deixa ir em paz. Custa ouvir todas essas vozes na minha cabeça, pedindo mais de mim, sem saber de onde posso tirar. É menos com mais, e é mais com menos. Não, não é matemática. É apenas uma conta feita por nós, que somos diferentes. Não queria ser notado por esses pontos evidentes de alguém que tem problema em acreditar que a vida pode passar e a gente ficar, mas existe um lado ereditário em todas as histórias... Nunca contam isso, nunca nos dizem a verdade, mas é isso mesmo, o final feliz não é tão final assim. A gente precisa soar pra sermos quem somos. Evidente que o mundo não facilitaria tamanha expressão, sendo ele imenso e você, um ponto pseudo-nulo.
Quem seria eu, senão eu? Talvez meu eu necessite de um outro eu, o qual eu não possa alcançar por causa dessa deveras distância de mim mesmo. Encontro-me perdido e achado dentro do meu ser, minha alma perambula pelo universo, sem qualquer limite e pretenção. Queria fugir, sair por aí. Mudar de nome, de vida. Ir pra Austrália, falar meu inglês barato, e me chamar apenas "John", apenas mais um nesse universo interessante.
Será que a dádiva final é o amor? Não sei, não acredito em fadas.

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