quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Minha musica, minha vida.



Pra quem nunca escutou minhas musicas, tá aí uma oportunidade. Me ajudem a subir nesse ramo que é extremamente difícil. Me ajudem visualizando minhas canções o qual eu gravo todos os intrumentos, e canto todas as vozes. Gostaria realmente que vocês, que acompanham o blog Transbordando o Conhecimento de Ser Estúpido, me ajudassem, pois são canções interligadas com os textos que aqui escrevo. Obrigado a todos, e aqui está o link.

www.soundcloud.com/nevesoi

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Qualquer Coisa Aí!



Sou infinitamente mutável. Infinitamente amável. Infinitamente dolorido com os sentimentos plausíveis, acerca de que, um dia, determinante dia, eu possa me curar de toda dor de solidão. Dói ver que não estás mais aqui, e ver que o lugar tomado foi deixado, alugado e desprezado por um outro solene alguém. As vezes machuca pensar que vagueando por aí, minha alma se encontre com a sua, e as doutrinas ouvidas como criança, não valeram de nada, pois não há regras para se amar.
O mundo vivendo da forma que vive, é capaz de me acusar de ter perdido você. Mas quem é que pode me julgar de não tentar persistir em permanecer vivo e finito? Quem é que pode me salvar do meio das sombras do meu interior?
A cada dia que passa eu me exorcizo de mim mesmo. Meu maior inimigo sou eu. Sou rei da minha própria auto-destruição. E o pior é que eu sinto vontade de vingar, a mim mesmo.
É uma confusão, o qual o tamanho não é exuberante. Não faz falta um lugar onde se possa acordar, faz falta o alguém pra acordar ao lado, e dizer coisas que me façam respirar. Faz falta um travesseiro com teu cheiro. Uma roupa suja jogada no chão. Um copo vazio ao lado da cama e um violão, é tudo que eu sempre tenho. Não você.
A perda mútua é realizada baseando-se no acaso do erro. Oh, quem me dera não acreditar nesse cemitério de infinitas intenções, boas intenções.
Embora meu conceito não mude, espero que haja um lugar onde possa me deitar e me deixar. Viver pra procrastinar. Sentir a água do mar e a brisa do ar. Enquanto posso pensar, não posso mais achar.
O viver é evidenciado por meios evidentes de incoerência. Eu não sei lidar.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Infinitamente finito



E quem acredita em acaso e destino, é realmente uma pessoa sem expressão. Não importa pra onde irá se erguer a sua cabeça, sempre é sua a opção.
Eu gosto de me sentir assim, super controlador de mim mesmo. Ser o "senhor da minha vida", da minha fútil vida. Eu não sou nada, muito menos ajudo a sociedade à ser alguma coisa, apenas um ponto enigmático pro sistema, e no final de tudo, seremos apenas mais uma pergunta pra quem ficou: "porque?".
Na verdade somos apenas fruto de nossa mente. Somos o que somos sem sermos ninguém. Lembrando de tudo, esquecendo de tudo, lembrando de nada, e vivendo nada.
O absolutismo é como a alma, é uma regalia o qual tentamos encontrar e nunca achamos. Há quem diga que os olhos são espelhos da alma, outros diriam que a alma é onde se encontra todos nossos sentimentos em conjunto. O engraçado que tantas almas à vagar, tantas vozes pelo ar e ninguém consegue ser quem gostaria realmente de ser. Muitos "advogados" sendo garçons, muitas "modelos" sendo faxineira. E não, não há nada de ruim nesses empregos, apenas ninguém cresce sonhando ser agente telemarketing.
Os sonhos são grandiosos. Eu durmo pra viver em paz. Me encontro na paz dos meus sonhos, meus mundos escondidos. Há tantos caminhos a seguir, atalhos pra cortar e corações pra quebrar. Quem será que seremos quando a luz se apagar e ninguém estiver olhando?
Quem sou eu nesse universo imenso? O que eu faço pra que ele seja majestoso e digno de minha vida. Será que há alguma coisa lá fora, além das estrelas brilhantes e um Sol grandioso? Será que eu realmente nada irei levar? Será que vou voltar? O que será da vida se não houvesse morte? Ou o que seria a morte se não fosse a vida. Pode parecer besteira, mas nada aconteceria se não fosse esses fatores. As perguntas colidem-se com seus argumentos. Não existe história perfeita, não acredito no "felizes para sempre" porque o pra sempre, sempre tem um fim.
Não importa o que irão dizer, nada me convence de que eu posso ser quem eu quiser. Eu sou aquilo que sou, porque eu segui este caminho, que muitas vezes é trilhado a partir de escolhas errônias, sempre levando a certeza de que eu sou algo certo, sendo incerto.
A vida feita de atitudes, de razões, sentimentos, ilusões, sonhos e camas. Camas feitas pra nós acordarmos de toda e qualquer ilusão, e sonhos grandes pra tentarmos mudar o destino e coerência pra correr atrás do que quisermos. Sendo sempre ético e incoerênte.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Falta




É uma dificuldade extrema em abrir o peito pra falar de amor. Quem sabe tenha que ser assim, a forma mais padrão de se encarar o fim. E é por rimas, cabeçalhos, sentimentos, copos e mais copos, olhares e lágrimas, dentes e sorrisos que a visão do desencontro se encontra afastada dum começo prévio de felicidade e produtividade.
Quem sabe o que é ser feliz de verdade? O que a gente precisa pra ser feliz mesmo? Acho que se eu disser que felicidade é genético ou momentâneo eu estarei blefando, não acredito que seja tão pouco a definição pra algo buscado pela maioria dos seres humanos.
Ir atrás, conhecer e reconhecer que é preciso alguém pra por num lugar que não está habitável há anos, é de fato uma convergência, e um resumo de uma paródia, talvez um "dejavú" que acaba aguçando a alma, e acabando com o pensamento e a paz de espírito.
O senso de vida que temos é tão irreal que não ultrapassa nossa tristeza e vida similar à alguém o qual nos importa que vivamos conosco.
Eu acabo me perdendo nas minhas próprias falácias, enquanto tento mentir pra mim que nada mudou, e nada passou. Enquanto tento me esconder por trás de um sorriso sobremaneira relativo ao que eu sinto. É claro que ninguém precisa saber o que tá guardado no baú da minha cabeça. É estranho. É incomum pensar assim depois de tanto tempo, tentando escrever algo que me faça pensar em querer lutar pra tomar conta do lugar que alguém roubou, enquanto não poderia pensar que eu poderia estar nesse lugar. Talvez eu devesse estar nesse lugar. São tantos meses, tanto tempo, tantas palavras e tantas coisas a serem ditas, escritas, faladas e ouvidas, que nem sei se alguém há de se importar. Assumo o papel de errônio enquanto escrevo essas palavras tentando ofuscar o medo de tentar acertar de uma vez.
O caminho nem sempre é seguro, mas transforma a segurança em algo simultâneo o qual eu não me importaria de faltar. Também não é muito agradável, mas a gente tem que abdicar-se de certas coisas para obter coisas maiores. Faz falta um alguém. Faz falta um lugar. Faz falta um livro, um violão, umas risadas e uma cama pra descansar.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Aqueles.




Aquela roupa. Aquele perfume. Aquele jeito pseudo-tímido. Aquele sorriso, e aquele olhar por trás de uma distração qualquer. Aquele banco, aquela praça, aquele bosque, aquelas vidas. São tantas coisas pra viver, tantas almas pra encontrar, tantas questão pra colocar, perguntas pra esquecer, dívidas pra pagar, e vem logo você pra mim. Porque?
Aquele dia, aquela hora, aquele lugar. Aquela "guria", aquele "guri", aquele beijo. Aqueles risos, aqueles beijos, aqueles abraços. Alguns versos perdidos por aí, ninguém confiava muito nisso até uns anos atrás. As coisas vão mudando, e vão se permitindo. As portas vão se abrindo, os anéis se colocando, a família se formando.
Os sonhos vão se indo, nem sempre se perdendo, tão pouco acumulando. Só que a vida é isso aí. Nem tudo é como a gente gosta que seja. Mas tudo aconteça na hora certa, as vezes por um erro do destino, de as vezes se importar com a gente numa hora que a gente já não sabe se quer, ou se nem quer mais saber.
Uma coisa é rara hoje em dia, é a sinceridade. E ele assumia a responsabilidade de viver acima disso.
O mal do mundo, é achar que ninguém é tão bom quanto ele. Há sempre um erro grave dentro do mesmo.
Há complicações e decisões pautáveis a serem tomadas. Há sonhos e sonhos perdidos por aí, porque ninguém tomou a frente para ir por trás e trazer a tona. As pessoas se esquecem do que querem, mas ele nunca esqueceu daquele dia, daquela roupa, daqueles olhos, daquele sorriso metálico. Ela não se esqueceu das besteiras, das bobagens, da união desunida.
A barba cresceu, o cabelo também, algo mudou, mas deixou a essência que jamais há de mudar. As coisas sempre tem um jeito raro de brincar com a gente né?! As situações e circunstâncias simplesmente acontecem na hora definida de acontecer e a gente nunca sabe porque.
Aqueles versos mudos, aquele silêncio, aquele grito, aquele gemido ecoando dentro da alma, seria algo chamando. Era. Era a alma dela, o chamando de volta, o chamando a vida.
Dizem que a gente só vive de verdade quando ama não é?! Capaz.
Ele só sabe que hoje já não sabe de mais nada. Que a vida dele não é uma vida comum. A complexidade tomou conta quando ela reapareceu e o fez pensar como seria bom, ele estar de volta num lar, perto daquele lar.
Aquela casa, aquele quarto, aquela cama, poderiam mais representar, mas a vida nunca é fácil. É tão mais fácil se lembrar. Ele só não queria se perder por jamais retornar. Mas ele voltara a viver, voltara a amar.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Canção do não.



Por hoje seria só uma brisa noturna esfriando a minha face enquanto minha mente não cansava-se de não se cansar, ao casar-se com teu nome, tumultuando o meu pensar.
Minha noção de realidade se vai, enquanto você fica por aí, sem precisar de mim. Não seria um conto muito perfeito se eu terminasse longe de você. Não seria uma fábula maravilhosa se eu realmente ficasse perto de você? Mas a criatividade me tira os pés do chão enquanto minha alma vagueia cuidadosamente sobre seu semblante, guardado dentro da memória. Memórias que a mente insiste em guardar, pra me fazer chorar, me fazer lembrar, que hoje, a saída não está na cura, e sim nos milhares de pedaços em que você deixou. A gente ama pra sentir, ama pra viver. A gente chega até morrer de amor. Mas a gente morre quando não há mais amor, pra se viver, pra se sentir, pra se amar.
A gente sempre vai sofrer, sofre por querer, porque ninguém obriga a sofrer. Mas a gente sofre por amar a dor da cura. A cura é a alma que vai perseguindo o infinito até achar um rosto conhecido, um canto proibido, um conto escondido, e umas latas pra chutar.
É sombrio o quanto a gente pode chegar. Mas é encarando de frente toda essa dor, essa angústia de pensar, em não rever o seu sorriso, ou aquela velha lágrima carregada de estiramento mútuo de sentimento batido dentro de um copo de tequila. Dance garota, dance pra mandar embora toda a impureza amarga que tem dentro de você, que tem dentro desse ser, que sente que toda manhã vazia, sempre vai lembrar de tentar esquecer quem a mente ousa imaginar que nunca lá vai estar.
Será que você consegue perceber que no final do horizonte não existe o pote de ouro e nem duendes que possam te fazer sorrir, nem por algum instante? Será que é tão duro imaginar essa vida pacata tão distante, almejando algo além do que o imaginável? Será que o cubo mágico de sua alma se atordoou ao resolver-se por si só?
A gente chora pra sorrir, sofre por amar, e ama por querer mudar.