
Já parou pra pensar que nem sempre o céu é o limite? E as estrelas, será que a gente um dia vai conseguir segura-las?! E eu sinto como se nunca tivesse nada acontecido, ao mesmo tempo, como se o céu desmoronasse sobre mim.
Eu só queria ser como pessoas comuns. Ter vida comum, ser um pouquinho mais comum. Perderia a graça, sim, claro, mas onde está minha graça agora? Percebo que cada noite faz mais frio, do lado esquerdo da minha cama. Que cada dia o sol esquenta-me menos, pela falta de sentir sua força nas horas que posso acordar. Sinto como se o pra sempre já tivesse ido ao fim, e de lá, não saído.
As vezes por tanto sentir eu nem sei se sinto nada. Se nada puder sentir, será que eu sentirei que já não posso sentir nada? O nada parece um tudo que nunca acaba, por ser algo inacabado, o nada se tornou tudo outra vez. E esse tudo ou nada, acaba por ser tudo que tenho. Tudo que tenho é nada.
Será que mais uma vez posso me purificar de meus pensamentos longínquos e acabar por parar de sonhar e viver uma vida mais viva? Esquecer que o distante já não está tão longe, que o próximo se encontra mais finito, e sorrateiro.
Espero que o fim seja uma certeza. Acho que isso é verdade, o fim é uma certeza. Uma certeza que tudo há de acabar e não importando onde vamos ficar, porque é só nós mesmos que vamos restar. Acreditando ou não, a solidão nem é um castigo, chega a ser um brinde, um prêmio, já que não tem nada, leva a solidão pra ficar com você nessa madrugada tão fria.
Tentar esquecer só vai ajudar a lembrar aquilo que jamais se esqueceu.
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