sábado, 28 de abril de 2012

Especialismo, ou não.



A gente é pequeno demais. Não há força, não há nada. É limitado demais, tudo que nós temos e pensamos, fazemos e acreditamos. Do que adianta procurar um tudo superficial, e no final, não ser nada além de detalhes vazios que a gente pensou que poderia ter e acabou não tendo?
Quem é que nunca sofreu algo? Talvez seja superficial sentir tudo que sinto, ser tão estável e abalável ao mesmo tempo. Ser alguém que talvez eu não queira ser.
Quem me dera ser maior, ser melhor, ser menos eu, ser diferente do comum. Ser alguém que marcasse a diferença. O mundo é cheio de clichê que as vezes a gente nem se dá conta. Todo mundo fala que toda gente é especial, o mundo inteiro é especial, acredito que dizem isso porque ninguém no mundo é.
Porque a gente simplesmente não muda? Porque estagnar tanto? Queria saber as respostas. Queria obter tudo que eu sonho em ter, ou talvez só um por cento disso tudo que penso.
Fico tão chateado sabe, com as coisas que ocorrem de verdade. De perceber o quanto ninguém se importa com ninguém. Que a gente é só mais um "amigo", só mais um "contato" na rede social. Que ninguém se importa de verdade nem com o que tu pensa, nem sente nem nada. Tudo é tão vazio, tão falso, que as pessoas começaram a se acostumar com isso achando que seria legal, fingir ser legal. E no fundo, legal é só a merda que eles defecam.
As mentiras já se tornaram tão reais, que eles próprios fingem que suas mentiras reais, são verdades imaginavelmente real. Eu não acredito na metade do que me dizem sobre o amor. Eu finjo que acredito que todo mundo precisa tanto de um outro alguém. No fundo é tudo medo de se sentir menos especial, menos sozinho. Porque no fim, é assim que vamos acabar, sozinhos num caixão.
Cemitérios estão vazios de almas. Cheio de boas intenções.



Galera, quem não conhece, eu sou musico também, eu gravo musicas acústicas no meu quarto. Quem puder ver meu outro trabalho, seria bem legal mesmo, hein?! Valeu!
http://soundcloud.com/matheus-neves-1

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ossos.



Quem sabe andando se perde mais, se acha menos. Quem é que precisa de amar, enquanto se pode comer um hambúrguer do Mc Donald's. Era um pensamento frio, muito egoísta, com pouco sentido, mas bem vivido. Ele não se importava em viver, sem precisar perder. Aliás é a vida, ganhar e perder.
Amanhecia e ele escrevia, tocava, cantava, vivia. Sem precisar se importar em viver. Na verdade, tudo se transforma em clichê quando a gente para de acreditar. Aconteceu que ele descreu em totalidade de tudo. Viveu os momentos sem planejar um futuro, com medo de cair em contradição. Todos buscam amor, buscam felicidade, e mal sabem que isso é tão relativo e secundário quanto amendoim à cadeia alimentar.
Ele não fingia, sentia e guardava. Ele refletia o quanto poderia ser gelado, ser desimportante quanto uma árvore na floresta.
Quem é que precisa amar pra ser feliz? Cadê o resto do mundo almejando ser completo com o que tem e pode alcançar. É verdade mesmo, que as pessoas necessitam tanto de alguém assim? Não é compreensível uma coisa tão antagônica assim. Sério. Ele pensava que era melhor ser sozinho, ser individual. Causa menos dor, de fato. Dizer que não sabe o que quer, e no fundo a realidade é que não quer mais saber. É confuso perceber o que as pessoas querem. Admite-se que é mais brusco que filosofia com matemática.
As vezes um viajante não precisa viajar para ser um viajante, precisa apenas fechar os olhos, curtir a musica, e imaginar coisas que deveras não está acontecendo. O mundo está acabando, a gente tá morrendo, e você pega teu tempo para investir em sentimentos, ou em dinheiro. Ao invés de fazer do seu tempo aproveitável em coisas pra agora, porque tu vive agora. No inferno eles não aceitam cheque nem cartão de crédito. Hoje você tem, amanhã pode não ter mais.
Acredite em coisas reais, acredite em você, em mim, em nós. Viva uma vida vivida. Vida sem morte, ainda é vida, logo morte sem vida, não existe, pois a morte precisa da vida pra viver, e a vida não precisa da morte pra viver e ser viva, então viva isso, e acabe sua vida feliz.
Não corra atrás do que não vale a pena, e só você sabe o que vale a pena de verdade. Sinta e não demonstre, viva e deixe-se viver. Acabe com tudo, quebre as regras, pule os muros. Isso é mais feliz do que a felicidade.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Marcas? É, talvez.



Pensar e repensar. Fazer ou não fazer. O que importa é que o final acontece sem a gente perceber que aconteceu. Apenas chega e acaba. E como sempre, quem sofre mais é quem sente, quem ama.
Adianta fingir que gosta? Adianta dizer que está tudo bem, e que tudo vai passar? Não tenta enganar-se dizendo que vai ser pra sempre, porque até o pra sempre, sempre acaba.
Acreditar pra que, se a gente sempre sai ferrado das coisas que colocamos a mão no fogo.
Se há sentimento em algum trabalho, ou situação da sua vida, meu amigo, se prepare para quando dar errado, você sentar num canto qualquer e se desesperar de tanto chorar. Acontece que a gente pensa que vai ser sempre melhor dessa vez, e a gente sempre se engana. Sempre achamos que vamos mudar, que as coisas vão colaborar, e cada dia mais, só vai piorando. Me diz, porque tem que ser assim tão difícil? Não vem me dizendo que é para fazer valer a pena porque isso é clichê. E se tu acredita que tudo que é difícil é válido, e vale mais que algo que tu já tem, eu espero que você morra, de verdade.
Se tudo que vem fácil não valorizamos, então gostaria de nascer rico, bonito, e com todas as habilidades do mundo.
Desde quando a gente tem algo que queremos de verdade, vindo facilmente ou não a gente não valoriza? Sempre valorizamos aquilo que a gente quer, bando de energúmenos!
Priorizamos tanta coisa, e tudo que a gente não quer que aconteça, acaba acontecendo.
Quer saber? Não queira nada! Esqueça os objetivos, metas, e etc. Apenas sai por aí curtindo o que tiver de vir. Viva o hoje, amanhã tu pode morrer.
Eu tento resolver tudo, e cada vez mais, eu me afundo, eu me afogo, nesse rio de solidão. Pararei de tentar entender os mistérios ou burrices que acontece por aqui. Faça o mesmo. Talvez tu viva mais, e finge ser um pouco mais feliz.

A gente vai fincando as coisas dentro de nós. Até não ter mais espaço. Depois a gente cava um poço do nosso lado, e nos afundamos lá. Geralmente porque não tem mais espaço onde guardar tudo, então, colocamos as coisas lá, e vamos juntos com isso.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Pleonasmo.



Mentiras e verdades, o que é mais real? Pessoas lindas, se enchendo de egocentrismo, perdendo a essência do verdadeiro sentido de vida, se é que a vida tem um. Talvez o mundo tenha se perdido com o decorrer dos anos, do tempo, da vida.
O tempo é inimigo daquele que não sabe usa-lo. Incertezas e irracionalidade é andado de acordo com você. O sentimento surge para que você perca o senso crítico de perceber o quanto você pode pensar.
Parar de pensar facilita as coisas. Facilita a fé. Você começa acreditar em coisas tão surreais um tanto quanto impossíveis. De fato, a irracionalidade entra diretamente no meio religioso. Lembrando que eu não estou falando de um Deus, e sim de religião.
De qualquer maneira, pense o que quiser, não to aqui pra te agradar!
Qualquer tipo de crença que você deposite tua vida, à um alguém, de carne e osso como você, é idiotice. Acho a mesma coisa sobre fãs alucinados pelos seus ídolos, que se cortam e etc. Onde está a racionalidade nisso tudo? Um dia esse elemento irá ter um filho, e o que ele dirá pra coitada da criança?
É uma vida cheia de mentiras, e falsidade, mas calma, quem não mente e não é falso? Estamos enganando quem? Esse mundo é cheio disso, e você faz isso, quando não atende uma chamada no celular, e depois diz que não viu!
A gente vive procrastinando, vive vivendo de uma forma que é invivida. Tentando viver, morrendo em segundos depois. Que na verdade a gente não vive, a gente vai vivendo no mesmo tempo morrendo, a cada segundo que passa, sua vida vai passando, você vai envelhecendo, e vai morrendo, e onde está seu proveito? Onde você quer chegar com todo essa síntese, se achando melhor e maior que alguém?
Dinheiro é bom demais, de fato, mas isso não te dá o que tu precisa, que é irracionalidade (sentimentos). Vamos encarar os fatos, quando você se apaixona você não pensa, você apenas sente, e então isso é irracionalidade, e aceitem ou não é uma verdade.
Mentiras e verdades, é algo real, vivendo nesse abismo chamado Planeta Terra.
Correr atrás de respostas reais. Mentiras verdadeiras não podem me satisfazer.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Sem tudo, sem nada.




E pra que insistir se nada faz sentido. Pra que evitar se tudo vai ser perdido. Não adianta nada se tudo vai levar ao zero consequentemente.


Este é meu centésimo texto do "Transbordando o conhecimento de ser estúpido". E talvez seja o texto mais revoltado de estupidez que eu possa fazer, então, convenha que tenhas cabeça para continuar a ler.

A gente não ama, a gente se acostuma. A gente não pede, a gente necessita.
Tem muito filho da puta por aí querendo montar nas nossas costas por meio de nossa bondade, ou as vezes até pena. O que eu sinto é um ódio tão grande dessa sociedade de merda, que só sabe decair cada dia mais. Eu não suporto ver traição, ver mortes de inocentes. Sério que se eu pudesse, eu acabava com tudo isso. Apocalipse, chegue logo por favor!
Eu gostaria de ver o mundo em seu declínio total, para acabar de uma vez com tudo que há de ruim. Se o Inferno for pior que a Terra, eu já não sei o que é Inferno de verdade.
O amor... O que é amor de verdade? Não há definição para aquilo que é inexistente. Paz? Hahaha, isso é mito de pessoas que conseguem alcançar um "Zen" interior. Felicidade é só um detalhe, que você consegue alcançar por meio de objetivos que você mesmo traçou e alcançou eles com algum tipo de esforço.
Todas essas cenas, de paz, amor, vida espiritual, é besteira!
Você vive e morre, e acabou! É um ciclo e ninguém vai mudar isso.
Não há morte sem vida, mas há vida sem morte, porque sem morte há vida, mas com vida existe morte.
O egocentrismo é o auge de qualquer pessoa. Pensar em você é muito melhor, tem muito mais valor do que se importar solenemente com alguém. As pessoas decepcionam umas às outras. Eu falo isso porque eu decepciono e sou decepcionado. E eu não me importo mais com isso.
Vivo uma vida que eu queria viver sempre. Ser um cara frio, inerte a centenas de coisas, viver o que puder viver de qualquer forma que eu quiser, isso que eu sempre quis.
As pessoas costumam acreditar em inimigos, ou até coisas além de tudo isso para tentar dar um sentido a vida. A vida não tem sentido algum!
Você não conseguirá definir a vida, ninguém vai. Então pare de ser hipócrita consigo mesmo, e acredite, que aproveitando o que tu puder aproveitar, será mais proveitoso que acreditar em quem nunca existiu.

terça-feira, 27 de março de 2012

Valeu mundo.



As respostas que tanto queremos e procuramos, tentamos achar nas coisas erradas. A vida não é um joguinho. Apesar que há pessoas que dizem que existe um jeito "certo" de viver. Besteira. A vida vai ser vivida de qualquer modo que tu prosseguir com ela. Querer viver da sua maneira é algo particular seu, o qual não são todas as pessoas que respeitem isso. Respeitar perdeu seu valor, porque as pessoas esqueceram-se do significado da palavra. Respeitar não é concordar!
Minha forma de pensar, de ver, de viver, é incomum. Não respeitam isso, e isto me enlouquece. Ainda mais quando eu sei que as pessoas vem e vão, e eu não posso confiar nelas, porque sei que elas não serão eternas como tudo que existe.
A solidão virou uma rotina de todos os dias. Chegar no quarto e saber que ela estará lá, as vezes é reconfortante. Quando todos e tudo se vai, ela sempre está lá. Não que isso me alegre, mas por vezes ela me fez bem.
Sou o rei das controvérsias. Eu sou o tudo e o nada. O tudo e o nada sempre são insatisfatórios. Você nunca irá alcançar ambos. Você sempre estará no meio deles, por mais que busque algum deles.
Ser importante para alguém, é muito mais que amar. O amor está para o ser humano, como amendoim está para cadeia alimentar. Não é tão necessário assim quanto você pensa.
Acho que a vida tem me trazido coisas insuficientemente boas, e eu talvez não tenha conseguido aproveitar. Mas ainda há uma saída. Os pulsos estão pulsando, o sangue está correndo, e a cadeira está ali parada.
A saída é tentar fazer da filosofia uma moral. Por mais que isso não seja o centro do universo, pode ser o centro da minha vida. Encontrar as respostas das perguntas a quais jamais consegui responder.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A gente.



A gente costuma não esquecer as coisas importantes. Boas ou ruins, a gente não esquece. Porém de vez em quando a vida nos dá uns "perdidos", e a gente tenta sempre se encontrar no meio da poeira que consiste em nos cegar.
É complicado a gente sentir algo que não pode rasgar, ou parece te ferir mais do que fazer o bem. Eu não sei a quanto tempo a vida tá me fazendo jogar esse jogo problemático de montanhas russas, vivendo o sob-desce, que só ela sabe fazer.
A gente para de se importar, de viver a realidade das coisas, a gente vai parando de se consumir, de se extravasar, de realizar. A gente vai parando por aí, nas esquinas, levantando à cada tropeço, cada balanço, a gente vai se levantando, e parando. Porque a gente faz isso? Não sei dizer. Mas sei que a gente tem um forte intuito de parar quando as coisas tremem.
A gente treme, e a gente pára, porque é o que há, pra solucionar nossos casos e mistérios. Ficamos indecisos sobre o continuar a caminhar, e por isso a gente pára, muda de rumo, e volta a andar.
A gente sofre, a gente ama, a gente cuida, a gente se ferra, a gente chora, e a gente volta a andar mais uma vez pra recomeçar nosso ciclo. E onde nós vamos parar com essa vida duvidosa, de não saber onde chegar?
A gente sente saudade, a gente ainda olha pela janela pensando encontrar ela lá embaixo, acenando dizendo te ligo mais tarde. A gente sonha, a gente tenta, a gente é assim mesmo.
A gente reclama, e se acostuma com as reclamações. A gente sofre de novo por tanto reclamar e não fazer nada, até que a gente pensa. A gente tenta mais uma vez solucionar os pensamentos e filtrar isso. A gente vê que não vale mais a pena, e no fim a gente morre. E morre sozinho, por nunca ter vivido. Porque a gente não confia de verdade.