A gente costuma não esquecer as coisas importantes. Boas ou ruins, a gente não esquece. Porém de vez em quando a vida nos dá uns "perdidos", e a gente tenta sempre se encontrar no meio da poeira que consiste em nos cegar.
É complicado a gente sentir algo que não pode rasgar, ou parece te ferir mais do que fazer o bem. Eu não sei a quanto tempo a vida tá me fazendo jogar esse jogo problemático de montanhas russas, vivendo o sob-desce, que só ela sabe fazer.
A gente para de se importar, de viver a realidade das coisas, a gente vai parando de se consumir, de se extravasar, de realizar. A gente vai parando por aí, nas esquinas, levantando à cada tropeço, cada balanço, a gente vai se levantando, e parando. Porque a gente faz isso? Não sei dizer. Mas sei que a gente tem um forte intuito de parar quando as coisas tremem.
A gente treme, e a gente pára, porque é o que há, pra solucionar nossos casos e mistérios. Ficamos indecisos sobre o continuar a caminhar, e por isso a gente pára, muda de rumo, e volta a andar.
A gente sofre, a gente ama, a gente cuida, a gente se ferra, a gente chora, e a gente volta a andar mais uma vez pra recomeçar nosso ciclo. E onde nós vamos parar com essa vida duvidosa, de não saber onde chegar?
A gente sente saudade, a gente ainda olha pela janela pensando encontrar ela lá embaixo, acenando dizendo te ligo mais tarde. A gente sonha, a gente tenta, a gente é assim mesmo.
A gente reclama, e se acostuma com as reclamações. A gente sofre de novo por tanto reclamar e não fazer nada, até que a gente pensa. A gente tenta mais uma vez solucionar os pensamentos e filtrar isso. A gente vê que não vale mais a pena, e no fim a gente morre. E morre sozinho, por nunca ter vivido. Porque a gente não confia de verdade.
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