
Talvez uma engrenagem faça parte de toda conspiração programada para demolir cada ponto de enigma que exista no universo. Cada órbita oscilando acerca de seu próprio meio. Quem somos nós?! Quem sou eu?
O que eu posso dizer? O que posso querer se até o grão de areia tenha mais significado que a minha existência? Quem sabe a resposta esteja por trás de cada galáxia escondida por aí.
É como brilho do luar, como a aurora boreal, como um microscópio que eu consigo tentar enfatizar cada centímetro desse dejavu que me faz lembrar de cada vez que eu queira esquecer um pouco de você em mim. E cada célula que percorre meu corpo, cada micro-organismo, cada pequena e minúscula parte de mim, talvez almeje ficar ao seu lado, mas a resposta nunca vem com a razão. E se inconscientemente eu respirar você? E se a cada passo percorrido até o caminho de casa eu venha tentando disfarçar uma canção com o seu nome por trás e mentir a cada metro que não é por você, e sim por mim?!
Será que quando iremos nos ver novamente? E nem todos os buracos negros do universo conseguem suportar a ausência que você me faz sentir. E sentar num banco duma praça qualquer me faz querer só parar de beber, quando os cigarros acabarem, quando os sorrisos chorarem, quem sabe você possa perceber que a noite também amanhece, e as estrelas também deixam de brilhar, e o mar deixa de ter ondas, nem se for por algum instante. As coisas não são como parecem ser, nem como sempre queremos, as nuvens tampam o seu rosto quando olho para o azul celeste. Eu só espero que a natureza me impeça de não te ver, e que o sofá de dois lugares se torne habitável quando eu chamar seu nome.
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