quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Esquivar de ser quem não se pode achar



Era tão estranho, sonhar um sonho verdadeiro, aberto de verdades em meio a realidade paralela onde me abrigara de você. Era tão comum, pensar em ver-te longe, enquanto não poderia achar que poderei voltar a rever o teu olhar junto ao meu.
Quem sabe um dia, talvez um cara feliz, alguém legal, talvez leal, de 20 anos, ser tentar ser o tal, possa ser melhor pra ti. Não sei bem se sou capaz, mas a vida me surpreende a cada instante. Foi assim que ela te tirou de mim, e me tirou de dentro de ti.
A triste incompreensão que vem do lado teu, provoca em mim, mais do que remorso. Provoca fúria ao lembrar teu nome. Te via tão longe, hoje te sinto mais aqui do que aí. Eu tenho medo de tentar resplandecer mais uma vez tudo que há aqui em mim, ou o que já foi-se embora um dia. Não sei se vossos olhos não transparecem mais amor, e nem se sua fala é rija como fora comigo, enquanto estive próximo ao teu ombro, porém sei que quem fora embora um dia, cansou-se de acreditar e resolveu desistir de algo que era real, puramente brutal, e fenomenal.
Há quem acreditara que seria pra sempre. Há quem via, que era morte, de um dia. Há quem pensasse que aquilo que talvez chamasse-se de amor, fosse apenas lorota. E também há gente como eu que acreditou que o nós nunca fosse voltar a ser o "eu e você".
Agora já tarde está, e não dá pra esfriar a memória. Ela dilata-se ao lembrar de seu sorriso. Era tão simples antes, entender-te, e agora, quem és tu para mim? Onde fora que perdi-te dentro de mim, oh guria?
Não sei bem, se há alguma coisa ainda viva, talvez tenha, mas vamos optar pela incerteza dos primórdios. Quero apenas que saiba, que já são quase 6 da manhã, e nem agora, e nem nunca, tem como esquecer uma fruta tão doce quanto teu ser. Não tem como esquivar-se de lembrar de suas memórias e lembranças.
Agora como despedir-me-ei sem saber dizer adeus? Eu tomei um copo de saudade, um dia, para você nesta data percorrida dizer-me que já não sabe o que quer, e já não quer mais saber. Eu fui-me embora.
Há quem acredite em milagres. Há quem se oponha ao mau. Há quem queira ser feliz, e eu aqui, só querendo viver, sem dor, e sem você.

sábado, 1 de setembro de 2012

Desembaraçamento



Será uma alucinação perigosa, essa nossa vida? É muitas perguntas pra poucas respostas. Será que Deus criou o homem ou o homem criou Deus? Porque nossas vidas são tão emplacadas e diversificadas umas das outras, ao ponto de ninguém compreender um raciocínio mútuo?
As pessoas jamais vão entender tudo que você tem de dizer. Será que é tanto assim que eu tenho pra falar? Eu nem sei tudo que acontece no decorrer do tempo, no resto do dia. As vezes me perco impressionado comigo mesmo com a falta de tanto ânimo pra tentar arrumar uma forma de ser alguém melhor que eu sou. Mas isso é algo que vai me ajudar? De verdade?
Não há concentração melhor do que o canto do teu quarto, ou no fim da noite, numa sala de estar. Se sentir sozinho é tão valoroso quanto comer. É uma necessidade humana se sentir assim. Você começa a pensar acerca de você, sobre quem você realmente é, e tudo que consiste em você. Me perco fácil, esqueço as coisas, mas eu prefiro fazer assim do que findar de ser quem eu não sou.
Eu tenho realmente orgulho por ser um errante como eu. É meio incomplexo essas coisas, mas um dia quem sabe alguém adquire o dom de me entender?
Será que nós morremos de verdade e tudo finda por ali? Sua vida valeu a pena até hoje? Teu conforto é teu amigo? Porque, acredite, ele é o que mais quer ver você parado sem nada à fazer.
Você sofre e desentende-se de quem você realmente é. Tá na moda sofrer.
Tu faz apologia a quem você queria ser, e ainda não alcançou deveras isto.
E as vezes, quem sabe sempre, você tenta ser quem você é, de verdade, pra quem você jamais pertenceu.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cometa.


Onde é que vamos parar se não saímos do lugar? As coisas acontecem sem mais nem menos? Será mesmo que é isso? Qual é o meu propósito hoje, de ser-humano?
É tudo tão distante, tudo tão estranho. A gente tenta ir, sem querer ficar, e fica sem querer partir. Tem gente que parte por querer voltar, e volta sem deixar passar. O livro tava aberto, leu quem quis. A vida se fechou, ficou quem pôde.
A gente costuma tentar sempre entender os "porquês" das coisas, e nunca nos perguntamos "pra que?". E eu, pensei demais sobre isso nos últimos dias, e pensei mais um pouco. Concluí pouco. O pouco foi que, as pessoas vem e vão, para simplesmente admoestar você. Tudo faz parte de um teste, quem fica é quem quer te ajudar a manter o foco, manter o barco em cima da água.
A vida tava aí, se foi quem quis, ficou quem conseguiu. Pra respirar hoje em dia é mais difícil que muita coisa, que a gente chama de detalhe e chega a ser importante. Valorizam demais o "amor", mas será que hoje em dia eles sabem amar? Porque não valoriza o saber, e o amar, ao invés de o amor e o julgar. São como tonalidades, digamos assim, super diferentes. Amar e julgar é igual óleo e água, porém, geralmente é onde as pessoas mais falham. Dizem-se amantes da paixão, mas por menos tempo, está lá, apontando o dedo.
Meu foco hoje, é, eu suponho, um desabafo. To afogado de pensamentos, de ilusões, de raiva e furor. Se eu deixar tudo sair de uma vez, eu começo a virar uma bomba atômica, e vai pegar até em "inocentes".
Tem muita gente achando que sabe amar, mas ainda não aprendeu a dizer não. Amar é renúncia.
E sinceramente, ainda vais aprender que ainda não sabe amar, aprender que o amor de verdade, gera custos acarretadores na sua vida. Nem todo mundo tá disponibilizando tempo e saco pra amar, mas sinceramente, não há outra saída.
Quem for pra ir embora da minha vida, que por favor, vá e não volte. Não tenho paciência pra quem não soube ser de verdade o tempo todo.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Obstruindo



No complemento físico das coisas, a física não permite o que muitos querem e acham ser real. A parte dos "dois corpos não ocupam o mesmo espaço". Tantos querendo viver a vida do outro, tantos querendo amar mais do que o outro, estar no lugar do outro, e fisicamente falando, é tudo uma desproporção mental que dá nojo.
Tanto amor, sem amar. Tanto vigor sem revigorar. Tanta fé sem apenas, ao menos acreditar, e ainda assim, sempre julgar. É isso que faz a sociedade hoje em dia. Quanto mais um se passa fome, mais o outro come, e guarda seus mantimentos. Quanto mais alguém precisa de um abraço, mais o outro se esbanja de desprazeres fúteis. E no final das contas, colocamos sempre a culpa na vida.
A vida quem faz é você! Se tua vida é uma merda, é porque você fez dela uma merda. As escolhas te levaram a ser a bosta que você é hoje. Sabe porque? O errado é o certo, pra algumas pessoas. Tá tudo na tua cabeça e você fingindo que não vê. Tudo faz parte de sua "cultura-pagã" de acreditar em tudo que colocam no teu nariz.
A tua índole quem faz é você, quem vive é você, e você mesmo não assume a tua culpa no cartório. Mas é claro que não te deram amor suficiente né? É isso que lhe falta?! Cadê tua mãe que tanto cuidou de você? Mas é claro que tu sempre vai reclamar da tua vida. Sabe porque? É mais fácil culpar os outros.
Desde Adão e Eva, que começou essa de "foi culpa da mulher" e assim, foi passando sempre. E o mais engraçado, que quando a pessoa assume a culpa no teu lugar, você se sente culpado, mas não assume. Eu rio disso.
A gente vai se entediando e tentando entender o sentido das coisas quanto mais a gente vive. E no final de tudo, a gente sabe que não vai ter mais nada. Só a gente mesmo.
A vida não é complicada, quem complica a vida, somos nós.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Entre tanto à;




Como mudar a direção e o ritmo quando tudo se parece perdido? Cara, pra falar a verdade, eu ando seguindo uma trilha só. Acho que mesmo errando e erradamente errado, as coisas persistem em virar pra um lado só. A gente não pode mudar nosso passado nunca, é bem óbvio isso, mas consequentemente as nossas ações sempre tendem a ter uma reação, é meio que físico isso, e escatológico. Tudo que tu faz uma hora vem de volta pra ti, igual; sendo igual, diferente, simultâneo, não importa, mas acaba vindo.
As pessoas também costumam se arrepender de muitas coisas, mas acredite, se você gosta de si mesmo, foram teus supostos "erros" que fizeram você ser quem tu és hoje.
Sei lá, a gente costuma falar que a vida é uma coisa complicada, e irrelevante nossos problemas. Mas acredito que isso quem faz somos nós. Se teu jogo tá ruim, porque não mudar ele? Tudo depende da forma como você coordena teu time. Se tua vida tá ruim, é porque tu não tá fazendo da forma que te agrade. Então mudando os pilares dela, as pessoas, as coisas, quem sabe assim tu para de reclamar um pouco né?!
A gente rotula demais, fala demais, e faz tão pouco. O frio é tão inexistente, mas a gente sempre fala que sente frio. No entanto, frio é psicológico. Isso na verdade chama-se "falta de calor". Não existe erros, não existe bem e mau, não tem essa de dois caminhos. Existe você e o que você define pra tua vida. Não adianta correr pra baixo da mesa e esperar tudo passar porque não vai passar, e se passar, tu vai levantar de lá, se sentindo um old man, achando que sabe de tudo, e acabando não sabendo de nada.
A gente fala demais. Finge demais, vive de menos e morre demais.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Tic.



O que eu já quero, talvez não seja o que quero mais. A renúncia é vigor de uma escolha. Escolha significa caminhos. Caminhos significa passos. Passos significa que você está a andar. Algumas vezes nem eu saí do lugar.
Não quero me perder sem saber onde me achar. Não quero escusar de não poder me alegrar. Não quero saber se poderei me ver onde eu talvez deveria estar.
O teto é um arem onde se encontra nossos mais profundos pensamentos e visões, de onde lembramos e sofremos com a saudade e nostalgia.
Relembrar que se pode encarar um lugar, onde ninguém conseguiu estar. Se mentalizar e tentar conscientizar sobre o que nos faz pensar, é uma saída para se chegar a um lugar.
No vazio que me resta, basta apenas um adeus, onde não se pode ver mais lágrimas nem sorrisos, alegrias nem tristezas, dores nem angústias, vida e nem a morte.
Um cubo a ser restaurado, uma pitágora a ser montada, um desafio a ser concluído, é a minha vida. O mistério a ser rasgado, a venda a ser desvendada. O invento a ser inventado, a bicicleta sem conserto, o pedal quebrado, o arroz queimado, tudo que já não é mais útil é o acúmulo em mim.
A junção disto tudo talvez seja um drama, ou um desabafo. Vise como quiser. Saiba que o buraco no meu peito já não sai gotas de sangue, apenas passa uma brisa de vez em quando, ou uns corajosos tentando tampar com a peneira tudo que já não tem aqui.
E onde se vai encontrar a saída? Talvez numa banheira com água e um pouco de eletricidade. Ou numa fé cega onde possamos ser manipulados por outro alguém, e fingir ser santo e feliz a vida inteira.
Não acreditem em mim, nem em vocês. Não acreditem em nada daquilo que não lhe faz bem. Pois a saída se encontra na reversão da chegada, onde nem todos conseguem retroceder e se fazerem melhor.
Enquanto uns fingem outros vivem.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Esteriótipos.



E se as coisas não fizerem mais sentido, ligue o rádio e escute uma canção. Algo que fale sobre o que você quer ou pensa, sente ou sabe, ouve ou fala. Talvez nem tudo pareça-se tão destinado a você. Talvez você esteja dentro de um clip musical, ouvindo uma canção triste, olhando a janela molhada da água da chuva e nem sabe. Talvez este mundo não seja mais seu mundo. É tudo a base de incertezas.
E desde quando respostas moveram o mundo? O mundo é voltado por meio das perguntas sem respostas. Porque você quer tanto saber da existência dele? Não basta ele estar pronto pra você viver, e ser mais um a acabar com ele?! É instantâneo a maneira de pensar do cidadão. Logo se vê quem é que diz o sim ou o não, quem sabe, seja você que decide por si mesmo. Ou talvez um outro alguém que é mais do que você. Alguém que exista, ou não. Alguém que decide, ou não.Alguém que te ame, ou te odeie, que te quer ver bem ou te fazer mal.
Se o sentido fosse algo tão genuinamente bom, creio que tudo faria sentido no final das contas. Toda crença e descrença teria um sentido óbvio. Toda vida e morte também. Ou qualquer coisa baseada em um contexto formidavelmente abrangendo tudo.
O tudo é interligado com um nada. E na hora da perda tudo que tu tinha se foi. Na hora do ganho você não tem nada. Cadê o sentido?
Aquilo que tu acha que é real, não passa de algo surreal, que infelizmente é desmerecido numa sociedade caótica e de subintendências, fazendo apoio fisiológicos e de esteriótipos supondo que a vida é menos que umas cédulas de euro ou real. Tanto faz.
Porque você nasceu? Porque você é você? Porque você não pode ser um outro alguém além de você? O que te prende aqui? Porque só existe o aqui e não conseguimos ir além disto que somos e temos hoje? Porque ser tão dificultador das coisas? Pra que tantas perguntas? Engraçado, como as pessoas vão pensando e deixando de pensar ao mesmo tempo quando se deparam com a sua vida em jogo.
Quanto mais você sabe, mais você sabe que não sabe-se nada de nada. Quando mais pensa saber, é aí que não sabes nada. Quando admite-se que nada sabe, aí saberás que sabes alguma coisa.
A interpretação está no olho de quem vê.
Não adianta ganhar o mundo, se você não está salvo dele.